Procurando algo?
Postado por Patrícia em 12 de julho de 2011

De que lugar atuamos como Líderes?

Gosto de dizer que Cultura é Sintonia, o dial de um rádio que funciona como sintonizador de estações. Dependendo da estação em que a Organização sintoniza seu dial, todos irão ouvir e dançar conforme a música escolhida.

Nossos anos de experiência em Transformação Humana nos revelam dois tipos básicos de Cultura Organizacional: a Cultura da Vitimização e a Cultura da Coautoria.

Estamos falando em “tipos ideais” e, portanto, em extremos. Na realidade, o que se verifica são gradações destes pólos de Vitimização e Coautoria. Algumas empresas pendem mais para um lado, outras mais para o outro.

A Cultura da Vitimização tem seu dial numa Sintonia Infantil, é constituída por Crianças. Criança precisa de pai e mãe que façam escolhas (e respondam) por elas, e alimenta-se de heróis. Criança faz birra quando não realizam seus desejos. Neste tipo de Cultura, o poder e a fonte de tudo sempre estão no outro – reconhecimento, valorização, apoio, informação e motivação. É muito comum ouvir das pessoas que constroem diariamente este tipo de Cultura – pessoas sintonizadas, portanto, neste dial – discursos do tipo: “Eles, a empresa….”; “Eles não comunicam nada, a gente não fica sabendo de nada”; “Aqui nesta empresa, eles não reconhecem a gente, ninguém dá valor pra gente”; “A empresa não faz nada pra motivar a gente”, etc. E por isso falamos em Vitimização, pois a vítima acredita que é impotente e que o outro é a fonte de toda a potência disponível. A vítima nunca responde por nada, a culpa é toda do outro. Ela é fundamentalmente irresponsável, ou seja, inábil em responder pelas escolhas que faz.

Por outro lado, na Cultura da Coautoria, a Sintonia é de Adultos. As pessoas que se sintonizam neste tipo de dial organizacional são comumente mais maduras, mais apropriadas de si mesmas e acreditam que têm poder de escolha e de realização, e sabem que a fonte de alimento é, sobretudo, interna.
Nesta sintonia, as pessoas praticam o autorreconhecimento, a autovalorização, o autoapoio e a automotivação, porque sabem que o lema não é “venha a mim, no meu reino”, e sim “vamos juntos para onde escolhermos ir”. Aqui, o sentimento de sobórnost (expressão russa que significa “em comunidade”) faz parte do DNA. Sou parte de um todo, somos um Organismo vivo. E se algum órgão estiver disfuncional, o Organismo como um todo irá sentir.

Não queremos dizer, em absoluto, que este tipo de Cultura é o Paraíso na Terra, já que perfeição não existe. O que existe é tensão constante, pois vida é tensão. Orbitamos constantemente em sentimentos contraditórios. Isto é ser humano. E empresas são feitas de seres humanos. A questão é a maneira como os dois tipos de Cultura lidam com este fato da vida.

O amadurecimento é o processo primordial para uma mutação cultural, se desejável. Por amadurecimento, entendemos prática da autoescuta, da autopercepção e do autoconhecimento. Pessoas mais maduras fazem escolhas e não escolhas mais maduras; agem de maneira mais consciente e responsável.

E lembramos que tudo isso não é dado em estilo fast food, e muito menos através de receitas de bolo imediatistas, num piscar de olhos. Lembremo-nos que mágica não existe, a não ser no mundo da criança que quer tudo para ontem!

E a Liderança? Qual o seu papel nestas duas Culturas?

Na Cultura da Vitimização, o Líder exerce papel de Pai e/ou Mãe e/ou Herói de suas crianças. Ele tem de ser, fazer, dar, saber, decidir, escolher e responder a tudo. Deve ser um exemplo, e de preferência irretocável aos olhos de seus liderados-crianças, afinal, tudo ou quase tudo está em suas mãos. Ele detém todo o poder. Neste lugar de maternagem ou paternagem, este Líder é muito cobrado. Trata-se de um verdadeiro cristós (palavra grega que significa “salvador”), um pai de todos missionado. Estamos diante de um Líder-Herói. O Líder-Herói cobrado cobra e controla pessoas cobráveis e controláveis. Estamos diante de uma relação de codependência entre potentes e impotentes. E nesta relação, o Líder tende a ser um Líder Despotencializador.

Ao falarmos em Liderança na Cultura da Coautoria, estamos falando em Vocação (do latim vocatione que significa “chamado”), em alma. O Líder Coautor é um Vocacionado, alguém que escutou e se inclinou ao chamamento de sua alma. O Líder Vocacionado sabe que seu saber é construção e que esta construção acontece em sobórnost – em comunidade. É um saber coletivo. Ele compartilha conhecimento, ou seja, ao mesmo tempo em que ensina, aprende, porque sabe que ao ensinar o seu liderado ele próprio se apropria do conhecimento transmitido, muitas vezes questionando-o, revendo-o, estruturando-o e firmando-o.

Na Sintonia da Coautoria, o Líder exerce papel de Maestro, exercita uma escuta sensível e apurada dos instrumentos musicais para poder identificar suas particularidades, qualidades e limites, contribuir com o amadurecimento dos instrumentistas, alinhar e afinar sua orquestra. O Líder-Maestro é Potencializador.

Entretanto, para que um Líder seja potencializador, é imprescindível que ele esteja minimamente apropriado de sua própria potência. Para que ele possa exercitar uma escuta apurada do outro, é fundamental que ele pratique a auto escuta. Para que ele possa identificar os talentos e limites de seus liderados, ele precisa reconhecer constantemente seus próprios pontos fortes e fracos. Com maior posse de si, o Líder Potencializador fala à sua Equipe de um lugar de potência humilde (palavra que traz em si a raiz latina húmus que significa “terra, natureza de que é feita”).

Para uma autorreflexão: de que lugar (dial) você atua como Líder? Que escolhas e não escolhas (renúncias) tem feito como Líder? O que te motiva a ser Líder?

Postado por Renê em 5 de maio de 2011

A Estratégia a serviço da Paixão: Como o case do Barcelona pode inspirar o futebol Brasileiro?



A verdadeira beleza da metodologia do Mapa Estratégico é a sua capacidade de traduzir e, muitas vezes, elucidar a estratégia da organização, independente do seu mercado de atuação. Dos mais distintos setores da atuação empreendedora, a ferramenta do Mapa Estratégico se apresenta como um poderoso recurso de endereçamento da estratégia. Quando a liderança da organização, através da correta comunicação e clareza dos seus atos, descreve de forma clara a estratégia para os colaboradores, os desdobramentos resultantes desenvolvem-se de forma natural, quase orgânica, com a agenda da empresa.
Na figura acima apresento o Mapa estratégico do F.C. Barcelona, equipe de futebol vencedora e admirada, que nas últimas décadas transformou-se em verdadeira referência de futebol arte, através de times que privilegiam o jogo envolvente, de toque de bola e com uma natural vocação para o espetáculo. (Leia mais…)

Postado por Patrícia em 20 de abril de 2011

Talentos por detrás de “Defeitos” – um conhecimento poderoso em Liderança e Transformação Humana

Aquilo que comumente chamamos de “defeito” pode, na verdade, ocultar um talento mal ou não utilizado. É o que percebemos nesses anos dedicados à observação e conscientização de pessoas em contextos variados, sobretudo em processos de mudança.
Há quem diga que defeitos são “pontos fracos a trabalhar”, o que realmente é o mais politicamente correto a se dizer a fim de não desmotivar o portador do “defeito”. Entretanto, se aguçarmos nosso olhar e escuta em relação a ele, veremos que alguns “defeitos” podem revelar pontos fortes desperdiçados ou habilidades desprezadas, não acionadas ou mal orientadas, ou ainda uma escolha equivocada de posicionamento do indivíduo em uma função inadequada para o seu perfil. (Leia mais…)

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Postado por Renê em 6 de abril de 2011

Por detrás de uma Marca poderosa sempre há uma estratégia vencedora

A conceituada consultoria americana Interbrand realiza, desde 1974, um estudo sobre a valorização das marcas, entendendo-as como um poderoso ativo da organização. Em seu site, a Interbrand fornece importante conteúdo teórico sobre o seu trabalho. E também a valorização das 100 principais marcas globais, dos mais variados mercados, em função de sua metodologia, subsidiada por premissas que influenciam de forma decisiva a mensuração do valor das respectivas marcas. De forma bastante geral (porque não é o objetivo deste texto tecer maiores considerações sobre o processo), as marcas são avaliadas em função dos valores tangíveis e intangíveis de sua imagem, dos atributos que elas simbolizam, por engajar colabores e clientes e pela capacidade de gerar valor. (Leia mais…)

Postado por Fernando em 1 de abril de 2011

Agora é Hora de Inovar o Modelo do Negócio

Inovar a Estratégia é um meio eficaz de conquistar ou reforçar a Singularidade.

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Postado por Patrícia em 23 de fevereiro de 2011

Sala dos Espelhos: Um Caminho para o Autodesenvolvimento Sustentável

Um dos principais fatores críticos de sucesso do desenvolvimento organizacional é a qualidade das relações interpessoais entre os colaboradores. A Sala dos Espelhos é um caminho poderoso para conscientizar e potencializar as pessoas na construção de relações positivas e um ambiente organizacional sustentável.

Você já parou para se perguntar e, sobretudo, se responder: diante de quem eu me encontro? Onde e com quem trabalho? Quem eu lidero, quem me lidera? Será que vou parar diante de qualquer chefe, área e equipe? (Leia mais…)

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Postado por Fernando em 14 de fevereiro de 2011

Por que fazer Planejamento Estratégico?

Nos últimos dias, fomos procurados por uma empresa líder no seu setor de atuação, interessada em contratar nossa consultoria de Planejamento Estratégico. A organização tem escrito uma história de empreendedorismo muito bem sucedido nos últimos 20 anos, e vem apresentando taxas de crescimento anuais bastante agressivas – cerca de 27% ao ano.

Um Fundo de Investimentos realizou aporte de capital recente na empresa, viabilizando a expansão das operações em um novo horizonte estratégico de negócios. Em contrapartida, exigiu a criação de um modelo de Governança Corporativa mais robusto e a execução de um ciclo estruturado e anual de Planejamento Estratégico. Por isso fomos procurados.

O Presidente da empresa, porém, demonstrou-se reticente fazendo a seguinte pergunta: “Por que preciso fazer um Planejamento Estratégico com ajuda de consultoria se a minha empresa tem apresentado sucesso consistente, ano a ano? Eu acho que Planejamento Estratégico tem de ser realizado por organizações em crise ou com desempenho insatisfatório”. Nossa resposta reflete, na prática, o conjunto de motivações e benefícios que têm provocado uma demanda intensa e crescente por consultoria de Planejamento Estratégico:

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Postado por Renê em 28 de janeiro de 2011

A Ameaça do Apagão de Mão de Obra

O apagão de mão de obra, principalmente Engenheiros e Técnicos das mais diversas especializações, é mais uma das muitas preocupações da classe empresarial Brasileira. Não bastassem os desarranjos estruturais da cadeia produtiva do país, a falta de profissionais especializados nas chamadas “Tecnologias Críticas” vem despontando como séria ameaça em todos os projetos recentes que tivemos a honra de desenvolver junto aos nossos clientes. Este fantasma de última hora assombra executivos dos mais distintos mercados, de Concessões Rodoviárias a Operadores de Energia. Os desdobramentos oriundos desta ameaça não são poucos: preocupante Guerra de Talentos, impacto direto sobre os custos de contratação e, em alguns casos, restrição operacional para estratégias de crescimento organizacional. (Leia mais…)

Postado por Patrícia em 27 de janeiro de 2011

Tigres de Papel

Ninguém tem alta ou baixa autoestima o tempo todo. Em alguns momentos nos sentimos bem na própria pele, em outros, nem tanto…

Quero apontar meu holofote sobre esses momentos de mal estar consigo mesmo.

É muito interessante observarmos nossos movimentos internos (sensações, pensamentos, emoções) e externos (atitudes, comportamentos) em situações de baixa autoestima. Muito provavelmente iremos nos surpreender com nossa faceta Tigre de Papel… (Leia mais…)

Postado por Fernando em 20 de janeiro de 2011

Planejamento Estratégico na Gestão Dilma

Nos últimos dias, a nova presidente Dilma Roussef declarou que vai de levar modelos de Planejamento Estratégico e Governança Corporativa do mundo privado para sua gestão no Governo Federal. Algumas ações demonstram não ser apenas uma crença ou mera intenção. (Leia mais…)

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